O estudo da pessoa de Jesus Cristo se reveste de grande importância, decorrente da sua ligação com o cristianismo, e com a vida de todos quantos nele crêem e esperam. Neste ponto Cristo se distingue dos fundadores das grandes religiões conhecidas no mundo de hoje. Não há nenhum grau de comparação entre Cristo e Confúcio, Maomé, e Buda. O confucionismo poderá existir sem Confúcio, o maometismo sem Maomé, e o budismo sem Buda. Porém, cristianismo sem Cristo é inconcebível. O cristianismo é Cristo e Cristo é o cristianismo. O cristianismo não é, primeiramente, uma religião. Antes de qualquer outra coisa, cristianismo é um modo de vida, a vida de Jesus posta em ação através da vida dos santos. Cristianismo é "Cristo em vós, a esperança da glória" (Teologia Elementar – Imprensa Batista – Pág. 87).
Aqueles que o amam e o servem, conhecem-no pelo nome, como é mostrado a seguir.
1. Jesus
O nome Jesus é a forma grega do nome hebraico "Jehoshua" (Josué), (Js 1.1; Zc 3.1) do qual a forma regular nos livros históricos pós-exílicos é "Jeshua" (Jesus) (Ed 2.2). O nome parece derivar do termo hebraico "salvar", o que está inteiramente de acordo com a interpretação dada pelo anjo em Mateus 1.21: "E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados".Este nome foi usado por dois conhecidos personagens, tipos de Jesus no Antigo Testamento. Um deles foi Josué, filho de Num e servidor de Moisés, prefigurando Cristo como o grande General e Líder real, dando a seu povo a vitória sobre os seus inimigos, conduzindo-os à Terra Prometida. O outro é Josué, o filho de Jeozedaque, que tipifica o Cristo como sendo o grande sumo sacerdote levando os pecados do seu povo (Zc 3.1).
2. Cristo
O nome "Cristo" ê o equivalente neotestamentário de "Messias", do Antigo Testamento, e significa "ungido". Reis e sacerdotes foram regularmente ungidos durante a velha dispensação (Ex 29.7; Lv 4.3; Jz 9.8; 1 Sm 9.16; 10.1; 2 Sm 19.10). O Rei em Israel é chamado o "ungido de Jeová" (1 Sm 24.6). O conceito de "Messias" ou "ungido", inclui três importantes elementos: a) a designação para um ofício específico; b) o estabelecimento de uma relação sagrada entre o ungido e Deus; e c) a comunicação do Espírito de Deus ao que tomou posse do ofício (1 Sm 16.13). Cristo foi indicado ou designado para o seu ofício desde a eternidade, mas, historicamente, sua unção se consumou quando foi concebido pelo Espírito Santo (Lc 1.35), e quando recebeu o Espírito, principalmente por ocasião de seu batismo (Mt 3.16; Mc 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32; 3.34).Isto serviu para qualificá-lo para a sua grande comissão.
3. Filho do Homem
É geralmente admitido que o nome Filho do homem quando aplicado a Cristo, se deriva de Daniel 7.13. O nome "Filho do homem" era uma auto-designação mais comumente usada por Jesus. Ele o usou em mais de quarenta ocasiões, enquanto que outras pessoas quase nunca o empregavam em relação a Cristo, sendo as únicas excessões as indicadas em João 12.34; Atos 7.56 e Apocalipse 1.13; 14.14. O nome é, por certo, expressivo à humanidade de Cristo, e é usado, às vezes, em passagens em que Jesus fala de seus sofrimentos e da sua morte; mas é também claramente sugestivo da singularidade de Jesus, de seu caráter sobre-humano e de sua vinda futura com as nuvens do céu em glória celeste (Mt 16.27,28; Mc 8.38; Jo 3.13,14; 6.27; 8.28). Alguns estudiosos da Bíblia são da opinião de que Jesus dava especial preferência a este nome porque era pouco assimilável pelos judeus, e serviria muito bem para ocultar a sua missão messiânica. É mais provável, porém, que Ele o preferiu porque não continha nenhuma sugestão das interpretações errôneas do Messias, interpretações correntes entre os judeus.
4. Filho de Deus
O nome "Filho de Deus" é usado variadamente no Antigo Testamento. Aplica-se a Israel como nação (Ex 4.22; Os 11.1); ao rei prometido da casa de Davi (2 Sm 7.14; Sl 89.27); aos anjos (Jó 1.6; 38.7; Sl 29.1);e às pessoas piedosas em geral (Gn 6.2; Sl 73.15; Pv 14.26). No Novo Testamento Jesus apropria-se do nome, e os seus discípulos e até os demônios ocasionalmente lhe atribuíram esse nome ou o trataram por ele. O nome, quando aplicado a Cristo, tem sentido diversificado. Por exemplo:
a) No Sentido Natalício
Serve para designar que a natureza humana de Cristo teve sua origem na direta atividade sobrenatural de Deus, e, mais particularmente, do Espírito Santo. Em Lucas 1.35, o nome "Filho de Deus" claramente indica este fato.
b) No Sentido Oficial ou Messiânico
Neste caso, o tratamento "Filho de Deus" descreve mais o ofício do que a natureza de Cristo. O Messias é freqüentemente chamado o Filho de Deus, como seu herdeiro e representante. Os demônios evidentemente assim usaram esse nome (Mt 8.29; 24.36; Mc 13.32).
c) No Sentido Trinitário
Aqui o nome "Filho de Deus", serve para designar o Cristo como a segunda pessoa da Trindade augusta. É o sentido mais profundo em que se usa o nome. Jesus mesmo, invariavelmente, emprega o nome nesse sentido específico (Mt 11.27; 14.28-33; 16.16; 21.33-46; 22.41-46; 26.63).
5. Senhor
O nome "Senhor", quando aplicado a Cristo no Novo Testamento, tem diversos sentidos. Em certos casos é usado simplesmente como forma de tratamento cortês e de respeito (Mt 8.2; 20.33). Em tais casos significa pouco mais do que a palavra "Senhor" que se usa com freqüência no tratamento entre os homens. Noutros casos é expressivo de domínio e autoridade, sem indicar algo quanto ao caráter divino de Cristo e sua autoridade em assuntos espirituais e eternos (Mt 21.3; 24.42). Finalmente, o nome "Senhor" é expressivo do caráter de Cristo e sua suprema autoridade espiritual, e é quase equivalente ao nome de Deus (Mc 12.36,37; Lc 2.11; 3.4; At 2.36; 1 Co 12.3; Fp 2.11). É especialmente depois da ressurreição que se aplica de forma plena e apropriada este nome a Cristo, indicando que Ele é o dono e governante da Igreja.
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Fonte:
As Grandes Doutinas da Bíblia
Muito bom.
ResponderExcluirDeus abençoe.
SETEQUE, grato pelo comentário.
ResponderExcluirUm abraço bereiano.